Com dezoito anos e já formada, ela se aventurou em um estágio não remunerado no Centro de Movimento Deborah Colker, onde chegou a dar aulas para crianças por cerca de um ano, mas teve que desistir, porque o que ganhava não dava para cobrir as despesas. Na luta pela sobrevivência, Carol teve que deixar a dança um pouco de lado.
Chegou a integrar a comissão de frente da Beija-Flor e a trabalhar em lojas de shoppings. E foi numa dessas lojas que ela recebeu um convite para fotografar o catálogo da Philippe Martin.
Aí, os convites começaram a aparecer. Em um deles, feito pela Bridgestone, com um cachê de 25 mil reais, fez a moça largar o emprego na loja de perfumes e partir para São Paulo, onde foi aprovada na seleção e viajou para a Argentina. O cachê foi ganho, mas o trabalho terminou e novamente ela se viu lutando para sobreviver.
Depois de muitas dificuldades, surgiu uma nova chance, de novo na Argentina, para onde ela foi de ônibus, participar da montagem teatral de “A bela e a fera”. Em seu eu papel ela dançava e cantava emplayback. O esforço valeu a pena, já que coreógrafo do espetáculo era Sylvio Lemgruber, o mesmo do balé do Faustão, onde Carol está há sete anos.
Mas em 2009 o destino a fez passar por outra experiência desagradável. Depois de quatro cirurgias mal sucedidas em razão de erros médicos, Carol teve que retirar um dos rins. Mas ela superou e voltou à luta. Como não há mal que sempre dure, nem bem que nunca se acabe, ela foi escolhida por Fausto Silva para trabalhar junto à plateia.
- O Fausto é uma pessoa super generosa; quantos apresentadores dão chances, quanto mais para uma bailarina? - pergunta Carol, que se emociona ao lembrar as dificuldades por que passou.
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