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15 de mar de 2013

Elfos: Guia prático de sobrevivência

São seres mágicos e fantásticos utilizados nas lendas, contos de fadas e livros. Os que estamos acostumados a ver em mídias são seres altos, belos, de cabelos sedosos e poderosos. Podem viver anos e sempre terão um corpo perfeito. Mas de onde se originam?

-''E elfos senhor! Elfos aqui, elfos ali! Alguns parecidos com reis, terríveis e esplêndidos; outros alegres como crianças''
Nas obras que tratam de elfos eles são conhecidos como homens perfeitos e maravilhosos. Não são descritos como nos contos infantis (talvez por influência de determinadas culturas ou de jogos de RPG como D&D), mas podemos imaginar isso como ''uma evolução mágica e biológica do ser humano''. Mas não é somente no quesito físico, mas no arcano, psicológico e social. Ele seria o genro perfeito se você tivesse uma filha!
Os elfos como os conhecemos, podem ser tratadas por fadas, mas não seria certo os comparar com pequenos seres de asas luminosas (como ''changellings'', kobolds, duendes e brownies). Porém, uma das fontes da origem deles é especialmente das lendas celtas.

-Elfos, silfos e fadas.
Elfos seriam primos mais novos dos duendes, conhecidos como crianças do mundo mágico. Seriam encontrados em campos europeus em noites de lua cheia.
Já silfos seriam um dos seres fantásticos ligados aos elemntos, reperesentando o ar. Controlam também chuvas, tempestades e outras forças da natureza.
As fadas sem si tem uma origem nórdica, e como as outras criaturas já citadas, possuem parentesco com as criaturas mágicas. A palavra fada vem do vocábulo latino fatum que representa fado e destino. E como tal, possuem ligação com seres humanos, que ''posuem um destino'', conseguindo sentir os sentimentos deles.

-''O arco estava pronto, mas só lhe restava uma única flecha''
Tolkien descreveu os elfos da Terra Média como os das histórias finlandesas (o que difere da visão alegre das fadas e elfos que boa parte dos povos europeus tinha), mas também, possuem inpirações nórdicas e celtas. Tanto que o quenya, idioma usado pelos elfos, tem base no finlandês. O que mostra como o escritor gostava dessa línguia, já que falava ao total 16! Afinal, era um filologo competente.
Eram imortais, bonitos e atléticos, além de possuirem habilidades mágicas latentes. Mas poderiam ser mortos através de violência. E mesmo quando isso ocorria, os espíritos dos elfos s dirigiam até as mansões de Mandos (o senhor dos mortos em Arda, Terra Média), onde seria preparado e limpo para surgir em um corpo idêntico. Quem lê o Sillmarillion e depois vê O Senhor dos Anéis, nota que surgem um personagem com o mesmo nome em ambas as obras. O que torna claro o que foi dito antes: o elfo Glorfindel é o mesmo em ambas as histórias!
Mas indo um pouco mais para trás no tempo podemos ver elfos na comédia shakesperiana, Sonhos de uma noite de verão. Nele são citados os reis Oberon e Titânia, e a fada atrapalhada Puck. Suas posses e poderes místicos são grande. Entre eles, podemos ver poções de amor, poderes de metamorfose e controle do clima.
Só que devemos notar aqui uma influência que não é celta nem germânica, mas sim grega. Já notei um costume de alguns autores em misturar os seres da cultura celta com os da grego-romana. Assim, unindo fadas, elfos e silfos, a seres como ninfas, dríades, faunos e sátiros. Talvez por serem criaturas da natureza e controlar certas certas forças, como os primeiros citados. Vale lembrar que esse tipo de ser foi hostilizado pelas igrejas, especialmente com o surgimento da Inquisição, quase sempre associado a uma espécie de demônio.
Mais uma coisa: talvez os elfos e sua perícia com arcos e espadas nas obras, estejam associados ao soldados celtas da antiquidade. E saibam que alguns personagens dos mitos arturianos tem sangue de fada (como Arthur, Morgana e Lancelot)

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